O Delta do Okavango inunda quando o sul da África está mais seco. A água nasce das chuvas de Angola e chega ao Panhandle a partir de março. Na cheia, o mokoro, canoa movida a vara, é a forma mais silenciosa de atravessar os canais. Não há previsão oficial para 2027: trate as datas como indicativas.
Nos meses secos, a maior parte do sul da África fica sem água. No norte do Botsuana, o Delta do Okavango faz o contrário. De cerca de maio a agosto, a cheia se espalha pela areia e pela grama do delta, e a água aberta cresce de aproximadamente 504 km² em janeiro para mais de 7.000 km² em julho, segundo o operador okavango.com. Quem chega em junho ou julho encontra uma paisagem que quase não lembra o mesmo lugar em novembro. Quem já viu o Pantanal sabe que a cheia costuma acompanhar as chuvas de verão. No Okavango, a água chega no inverno austral, e isso muda tudo na hora de planejar a viagem.
Este guia trata dessa cheia e do mokoro, a canoa escavada e impulsionada com vara que é a forma mais silenciosa de percorrer os canais na água alta. Ele também é honesto sobre o ano. As fontes que encontramos descrevem o calendário habitual. Nenhuma delas prevê a cheia de 2027, por isso cada data aqui é indicativa. Leia os meses como o formato de uma estação, não como garantia de reserva, e confirme as datas com o operador.
Por que o delta enche quando o Botsuana está seco
A chuva que enche o Okavango não cai no Botsuana no período em que a água chega. Ela cai nas terras altas de Angola, alimentando os rios Cubango e Cuito, sobretudo entre novembro e março. Daí a água leva cerca de quatro meses para atravessar a Namíbia até o Panhandle, o trecho estreito por onde o rio entra no Botsuana. Ela chega ao delta entre março e maio.
Dentro do Botsuana, a cheia se espalha por um delta quase plano, e por isso uma pequena elevação do nível da água empurra a inundação por uma área enorme. O okavango.com descreve o pico em julho, mês em que a chuva local já está ausente há muito tempo, e a vazante entre setembro e novembro. A área alagada muda de um ano para outro, tipicamente entre 6.000 e 15.000 km².
Quase toda a água nunca deixa o sistema. Estudos de balanço hídrico do delta estimam que evaporação e transpiração consomem cerca de 98% da entrada, e os 2% restantes escoam pelo Boteti. É por isso que a água se espalha tanto e permanece tanto tempo. Também significa que o delta é moldado tanto pelo que sai dele quanto pelo que entra.
Essas designações são mais que um selo. A Perspectiva do Patrimônio Mundial da UICN de 2025 classifica o delta como “bom, com algumas preocupações”. Ela aponta barragens a montante e captação de água como as principais pressões, junto com espécies invasoras, e classifica o turismo como uma ameaça baixa. A captação a montante é um debate aberto. O Daily Maverick descreveu irrigação e barragens na bacia do Cubango, em Angola, em abril de 2025, e lideranças de Kavango rejeitaram publicamente um projeto de adutora para Windhoek. Uma cheia que parece generosa em um ano pode ser moldada por decisões tomadas a centenas de quilômetros de distância.
Também importa por onde você entra no sistema. O Panhandle, em torno de Mohembo e Shakawe, é onde o rio entra no Botsuana pela primeira vez e onde a cheia aparece primeiro. Maun, às margens do rio Thamalakane, é a cidade de acesso para quase toda viagem. A Reserva de Caça Moremi, a área protegida mais antiga do delta, fica no meio da planície de inundação e se alcança por estrada ou avião. A maioria das saídas de mokoro é organizada a partir de Maun ou de acampamentos dentro das concessões.
2026 foi um ano de água alta, mas não medido
O exemplo mais recente é 2026. No início de março, o Daily News do Botsuana informou que Khwai estava alagada, com 20 famílias afetadas, depois 37 em meados do mês, das quais 17 foram realocadas. A Reserva de Caça Moremi foi fechada de 5 a 26 de março de 2026, e a estrada de Shorobe a Mababe e Khwai ficou danificada e intransitável.
Operadores e a imprensa classificaram o ano como excepcional. A Africa Geographic o descreveu em maio como um dos maiores em décadas, e um relatório de operador de junho o chamou de um dos maiores anos de cheia desde 2010. São julgamentos, não medições. Não encontramos nenhum número oficial de 2026 para a área alagada ou para o nível dos marcos, e este artigo não usa nenhum.
A causa é menos simples que a história habitual sobre a chuva angolana. O próprio Botsuana teve chuvas fortes entre janeiro e março de 2026, que a Tourism Update descreveu como excepcionais, e o solo já estava saturado depois da cheia de 2025. A explicação honesta para 2026 são vários fatores que chegaram juntos, e não um só.
Use 2026 para entender como é um ano de água alta no terreno: estradas fechadas, aldeias alagadas e animais empurrados para as ilhas. Não presuma que 2027 será igual. A chuva que alimenta a próxima cheia ainda não caiu.
2027: o que os sinais indicam, e o que não indicam
Até a redação deste texto, as autoridades que encontramos não publicaram nenhuma previsão de cheia para a temporada de 2027. Nada neste artigo prevê a profundidade, a extensão ou o momento da cheia de 2027. O calendário a seguir descreve um ano típico, e nada além disso.
Os sinais climáticos, porém, apontam em uma direção. O Departamento de Serviços Meteorológicos do Botsuana emitiu um alerta de El Niño em 30 de julho de 2026. Em entrevista de 6 de agosto, afirmou que a chance de o fenômeno persistir até fevereiro e março de 2027 é superior a 97%. Na previsão regional da SADC, a SARCOF-33, no fim de agosto de 2026, os meteorologistas consideraram provável chuva abaixo da média para Angola, Namíbia e Botsuana de outubro a dezembro de 2026 e de janeiro a março de 2027.
Juntando tudo, a leitura cautelosa é que a chuva que alimenta a cheia de 2027 pode ser mais fraca que a de 2026. Essa é uma inferência nossa a partir das previsões, não uma previsão publicada, e o exemplo de 2026 mostra que a relação entre chuva e cheia não é direta. O teste real vem na primavera. A partir de cerca de abril de 2027, acompanhe os marcos de Mohembo e da ponte de Maun, monitorados pelo Departamento de Água e Saneamento, e pergunte aos operadores o que eles veem no terreno antes de fechar uma data.
Não conseguimos consultar o site da Botswana Tourism Organisation durante a pesquisa, então o calendário abaixo foi montado a partir do okavango.com, de páginas de operadores, de notícias oficiais e da imprensa. Acampamentos abrem e fecham conforme o próprio cronograma, e nenhuma data de 2027 de operador é confirmada aqui. Trate cada mês como um padrão. Confirme as datas com o operador por escrito.
A temporada da cheia, mês a mês
A tabela mostra o que o delta costuma fazer ao longo do ano, o que isso significa para o mokoro e como os preços dos acampamentos tendem a se mover. Os preços dos operadores seguem o calendário turístico tanto quanto a água, então nem sempre os dois coincidem.
| Mês | O que acontece no delta | Mokoro e barcos | Preço dos acampamentos |
|---|---|---|---|
| Novembro | Vazante; começam as chuvas de verão em Angola | Pouco documentado; acampamentos em canais permanentes funcionam | Intermediário |
| Dezembro a fevereiro | Água mais baixa; cerca de 504 km² de água aberta em janeiro | A maioria das atividades aquáticas indisponível; acampamentos em canais permanentes atuam numa área limitada | Mais baixo |
| Março | A água entra pelo Panhandle; Moremi fechada de 5 a 26 de março de 2026 | As rotas de mokoro começam a reabrir | Intermediário |
| Abril | Os canais principais enchem; o Panhandle e as rotas altas levam água | Rotas altas abertas | Intermediário, conforme o acampamento |
| Maio | A cheia se espalha pela planície; chega a Maun por volta de meados de maio a início de junho (estimativa) | Operadores descrevem novas rotas de mokoro se abrindo quase todo dia | Ainda não no preço cheio |
| Junho | Água subindo; candidata ao pico | Todas as atividades aquáticas disponíveis | Alto |
| Julho | Pico; mais de 7.000 km² de água aberta | Todas as atividades aquáticas disponíveis | Mais alto, e o mais movimentado |
| Agosto | Água alta, começando a recuar | Todas as atividades disponíveis | Alta temporada |
| Setembro | Vazante em curso | Não documentado pelo okavango.com | Alta temporada |
| Outubro | Vazante; um operador relata temperaturas acima de 40 °C | Não documentado | Intermediário |
A janela que combina água cheia e atividade completa vai de junho a agosto. Maio é um compromisso sensato: as rotas estão se abrindo e os preços ainda não chegaram ao pico. Julho é o auge da cheia e o mês mais movimentado, então, se julho é o seu mês, reserve cedo. Viagens nas bordas da temporada são uma aposta no timing, e é por isso que a checagem dos marcos de abril importa.
Por que o mokoro é a forma mais silenciosa de atravessar
Um mokoro é uma canoa estreita e escavada. Você senta baixo, com um ou dois passageiros, enquanto um condutor fica na popa e empurra o barco pelo fundo do canal com uma vara longa. Não há motor. Em águas rasas, os únicos sons são o da vara, o da água e o dos pássaros, e por isso os operadores vendem o mokoro como a forma silenciosa de entrar no delta.
O argumento do silêncio também é sobre alcance. Lanchas funcionam bem nos canais mais largos, mas não seguem os trechos mais estreitos. Caminhar só é possível em concessões privadas, porque safáris a pé não são permitidos em parques nacionais e reservas como a Moremi. Veículos percorrem ilhas e trilhas, e em um ano de água alta um helicóptero pode chegar às áreas alagadas. O mokoro preenche a lacuna da água rasa entre esses meios. É a melhor forma de ver as margens dos canais, mas não é a única maneira de atravessar o delta.
Um dia na água, na nossa seleção, é assim. O passeio de um dia começa com a busca no hotel por volta das 7h30, seguida de um transfer de uma a duas horas até a concessão NG32. Você recebe um condutor, empurra o barco pelos canais, e o almoço está incluído. Os produtos de vários dias acrescentam acampamento em ilhas e pelo menos uma noite na água. Espere um progresso lento. O condutor define o ritmo, e a viagem é sobre a água, não sobre a distância percorrida.
Como escolher uma viagem de mokoro
Cinco viagens da nossa seleção colocam o mokoro no centro do roteiro ou lhe dão um lugar claro na programação. Elas aparecem abaixo da mais curta para a mais longa. Cada uma foi verificada quanto a horários na janela de 1º de maio a 31 de agosto de 2027. Os horários estão abertos, mas isso não é uma reserva confirmada para nenhum dia específico, e o operador continua sendo a referência para as datas.
As avaliações aparecem com o número de opiniões. Quatro das cinco têm menos de 35 avaliações, então leia as notas como sinais iniciais, e não como veredito definitivo.
Uma primeira experiência: o passeio de mokoro de um dia
O jeito mais curto de começar, e o que tem mais avaliações deste grupo: 100, com nota 4,76. É um dia de oito horas saindo de Maun, com transfer do hotel, passeio guiado de vara pelos canais, almoço, refrigerantes e água mineral. Também é o teste mais barato para saber se uma viagem na temporada de cheia combina com você antes de se comprometer com noites na água.
Duas noites nas ilhas, tudo incluído
Para quem quer dormir nos canais. São duas noites de acampamento selvagem em ilhas, três dias no total, com todas as refeições e os transfers saindo de Maun incluídos. A nota é 4,76, com 34 avaliações. A confirmação é feita pelo operador, não é imediata, então deixe uma margem nas datas e peça a confirmação por escrito.
Trilha de mokoro com pernoite e equipamento próprio
Três dias construídos em torno do deslocamento de mokoro, com um acampamento que você não precisa carregar. A lista do que está incluído traz almoços, jantares e cafés da manhã, água mineral, chá e café, banheiro de mokoro e equipamento de acampamento com uma pequena barraca de linho. A nota é 4,94, com 17 avaliações, e a confirmação é imediata. É uma opção intermediária prática entre o passeio de um dia e os safáris mais longos.
Três dias de safári com uma manhã de mokoro
No primeiro dia, uma visita a uma aldeia cultural se combina com um passeio de mokoro pelos canais, seguido de acampamento na concessão NG32. É uma viagem mais ampla que as opções puramente de mokoro, o que combina com quem quer observar animais e água em um só roteiro. A nota é 5,0, mas com apenas 11 avaliações, uma amostra pequena que vale ter em mente.
Sete dias na Moremi, um dia de mokoro
A opção mais longa, e a que deixa o mokoro como só uma parte do quadro. O resto da semana é passado na Moremi e em Khwai, em safáris de veículo. A página do produto apresenta o dia de mokoro como a melhor forma de viver o delta. Nossa leitura é que ele é a forma mais silenciosa, não a única. A nota é 5,0, com 10 avaliações. Escolha essa viagem pela reserva inteira, e trate a água como uma parte dela.
Quanto custa uma viagem na temporada de cheia
Os preços no delta variam muito, então separe três números: um dia na água, uma viagem de mokoro de várias noites e uma estadia em acampamento. Na nossa seleção Viator, o passeio de um dia custa 141,52 euros por pessoa para dois adultos, ou 283,04 euros para os dois. Os acampamentos de duas noites vão de 699,22 a 771,87 euros por pessoa, e a viagem de sete dias pela Moremi custa 2.179,39 euros por pessoa. Todos esses valores são por pessoa, com base em dois adultos.
As tarifas de acampamento vêm de outra fonte. A página da Siyabona para o Camp Moremi traz tarifas “a partir de”, com tudo incluído e por pessoa em ocupação dupla: 1.290 de 1º de agosto a 31 de outubro de 2026, 990 de 1º de novembro a 5 de janeiro, 740 de 6 de janeiro a 31 de março de 2027, 1.080 em abril de 2027 e 1.410 de maio a outubro de 2027. São tarifas iniciais por período, e não diárias, e a página não informa a moeda, então confirme antes de comparar.
Um safári de acampamento tem preço diferente. Um anúncio de operador para um roteiro de 11 dias de Kasane a Maun, com acampamento e um dia de mokoro na área de Khwai, mostra 4.930 dólares americanos na baixa temporada e 6.185 na alta. Um anúncio não é uma tabela de preços, mas dá a dimensão da diferença entre um safári de acampamento e uma estadia com tudo incluído.
Quatro hábitos ajudam a manter o total sob controle:
- Viaje em maio ou no começo de junho, e não em julho. O okavango.com coloca junho e julho no topo da faixa de preços.
- Reserve os acampamentos mais procurados com antecedência. O okavango.com recomenda reservar com nove a doze meses de antecedência para a alta temporada.
- Leia o que cada preço inclui. O passeio de um dia lista todas as taxas e impostos entre os itens incluídos. Os produtos de vários dias listam refeições e equipamento de acampamento.
- Reserve um orçamento à parte para a taxa de entrada no parque, porque ela nem sempre está no preço da excursão.
As taxas de entrada para não residentes foram revisadas no início de 2026, mas nossas fontes trazem valores conflitantes, e nenhum está confirmado para a Moremi. Não publicamos nenhum número. Consulte a tarifa atual no Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais antes de viajar, e pergunte ao operador se o preço inclui a taxa.
Como chegar ao delta
Maun é a porta de entrada. A ligação entre Joanesburgo e Maun é a mais frequente, geralmente um voo direto de cerca de uma hora e meia a duas horas e vinte, segundo agregadores de voos. A Airlink é a principal companhia da rota, e a CemAir também a opera. Foi noticiado que a Air Botswana passaria a voar a rota a partir de 1º de agosto de 2026, mas não conseguimos confirmar isso com a companhia, então verifique o horário antes de reservar.
Os trajetos por terra são mais lentos e dependem das condições da estrada. A estrada de Shorobe a Mababe e Khwai estava danificada e intransitável em março de 2026, segundo o Daily News do Botsuana. Shakawe, no Panhandle, exige um 4x4 e um guia para passeios de barco. Pergunte ao acampamento sobre as condições da estrada nas semanas da sua viagem, já que a Moremi ficou fechada por três semanas em março de 2026.
Voos fretados de Maun para os acampamentos do delta são comuns, e os anúncios que vimos variam muito, então não monte seu orçamento com base neles. Pergunte se o seu pacote inclui o transfer de Maun até o acampamento. Vários produtos da nossa seleção incluem, e essa diferença pode mudar o preço real.
Fauna, segurança e saúde
O hipopótamo é o principal perigo na água. Uma canoa baixa vira com facilidade, e um hipopótamo ou um crocodilo pode virá-la. Use o colete salva-vidas fornecido pelo operador, mantenha o peso baixo e parado, e sente onde o condutor indicar. Hipopótamos se assustam com facilidade, então nunca se coloque entre um hipopótamo e a água. Essa regra vale tanto numa manhã calma quanto ao entardecer.
Em terra, as regras são mais simples. Se um elefante ou um búfalo avançar, fique parado e em silêncio em vez de correr, porque correr provoca perseguição. No acampamento, hipopótamos circulam pelo terreno à noite, e os hóspedes são acompanhados depois de escurecer. Siga as instruções do acampamento à risca, mesmo quando os animais parecerem tranquilos.
A estação de cheia também muda onde ficam os animais. Conforme a água sobe, a fauna se desloca para as ilhas altas e o solo firme, então a observação a partir da terra se concentra nas ilhas e nas bordas das planícies alagadas. A Tourism Update relatou esse padrão para 2026, e ele explica por que os melhores safáris terrestres em um ano de água alta são diferentes da versão da estação seca.
O serviço Fit for Travel, do Reino Unido, classifica todo o norte do Botsuana como de alto risco, incluindo o delta e a Moremi. A referência belga de saúde em viagens, a Wanda, classifica o norte do Okavango como de alto risco o ano todo, e a Moremi, o Chobe e Maun como sazonais. Não escolhemos entre elas. A orientação cabe às autoridades de saúde do seu país, e a próxima etapa certa é uma consulta em clínica ou centro de vacinação internacional de seis a oito semanas antes da partida.
Para quem vai, quando e como
Para uma primeira viagem, comece com o mokoro de um dia saindo de Maun, em junho ou julho. Ele dá uma noção clara da água, do ritmo do condutor e de se uma viagem mais longa combina com você, e é o mais barato da nossa seleção.
Para casais que querem tempo real na água, os acampamentos de duas e de três noites dão ao mokoro um papel completo. Escolha-os se quiser dormir em uma ilha. Se optar pelo produto de confirmação manual, planeje as datas com alguma folga.
Para famílias, peça a cada operador a idade mínima e o limite de peso para o mokoro. Esses critérios variam e nem sempre aparecem nos anúncios. O passeio de um dia é o ponto de partida mais simples, enquanto uma viagem de vários dias com acampamento em ilhas é um compromisso maior para todos, inclusive para as crianças.
Para um orçamento mais apertado, o passeio de um dia é a entrada menos cara da nossa seleção, e maio mantém você longe do topo da faixa de preços. Compare o que está incluído antes de comparar os totais, já que uma viagem mais barata sem refeições pode sair mais cara no local.
Para viajantes com mobilidade reduzida, o mokoro significa entrar e sair de uma canoa baixa na beira da água e ficar sentado, rente ao fundo, durante toda a viagem. Não encontramos informações de acessibilidade para esses produtos. Pergunte por escrito ao operador como é o embarque e se a viagem pode ser adaptada antes de reservar.
Uma semana de exemplo na temporada de cheia
Esta é uma forma possível de organizar uma semana, montada com os produtos acima. É um exemplo, não um roteiro reservado, e a ordem depende do operador e da água.
- Dia 1: Chegada a Maun, transfer até a hospedagem e consulta aos relatórios de marcos e estradas com o operador.
- Dia 2: Saída cedo, transfer de uma a duas horas até a concessão, mokoro pelos canais, almoço e volta a Maun para dormir.
- Dias 3 e 4: Mudança para um acampamento de mokoro com pernoite, com duas noites na água e refeições incluídas.
- Dias 5 e 6: Seguir para as ilhas em safári terrestre, ou incluir um safári de veículo na Moremi se a estrada estiver aberta.
- Dia 7: Retorno a Maun e voo de saída, com margem para os horários de voo de Maun.
Antes de reservar
- Trate cada data de 2027 como indicativa e confirme as datas com o operador por escrito
- Acompanhe os marcos de Mohembo e da ponte de Maun a partir de abril de 2027, e pergunte ao operador o que ele está vendo
- Pergunte se o preço inclui a taxa de entrada no parque e todos os impostos, e reserve um valor à parte para eles
- Saiba se a sua viagem tem confirmação imediata ou manual, e planeje as datas em torno dessa diferença
- Pergunte a idade mínima, o limite de peso e como funciona o embarque no mokoro
- Verifique com o acampamento a estrada de Shorobe a Khwai e o acesso à Moremi antes de viajar
- Consulte uma clínica de viagens de seis a oito semanas antes da partida e leia a orientação sobre malária das autoridades de saúde do seu país
- Contrate um seguro viagem que cubra a evacuação a partir de acampamentos remotos
A temporada de rafting no Soča é guiada por um marco do rio, e não por um calendário, o que a torna uma comparação útil (veja o guia da temporada de rafting no Soča 2027). Se a sua viagem gira em torno dos animais e não da água, o nosso guia da época de nascimento no Serengeti cobre as planícies de Ndutu, e o nosso guia da estação seca em Ruanda mostra como planejar em torno de uma janela fixa.
O delta não espera o calendário, então planeje em torno da água, e não o contrário.
Info prática
FAQ
Por que o Delta do Okavango inunda na estação seca?
Porque a água vem de outro lugar. A chuva de verão cai nas terras altas de Angola entre novembro e março. Depois, a água leva cerca de quatro meses para chegar ao Panhandle, a entrada no Botsuana, e se espalha por um delta quase plano. O próprio Botsuana não tem chuva local em julho, quando a cheia atinge o pico, então a água alta é chuva que caiu meses antes e muito mais a montante.
Qual é a melhor época para uma viagem de mokoro?
De junho a agosto é a janela completa, com todas as atividades aquáticas e os safáris de ilha disponíveis. Julho é o pico e o mês mais movimentado. Maio é um compromisso prático, porque novas rotas de mokoro estão abrindo e os preços ainda não chegaram ao máximo. De dezembro a fevereiro, a maioria das atividades na água não está disponível, e os acampamentos em canais permanentes funcionam dentro de uma área limitada.
A cheia de 2027 será grande?
Ninguém pode dizer ainda, e nenhuma previsão oficial de cheia para 2027 foi publicada. As perspectivas climáticas da SADC e do serviço meteorológico do Botsuana apontam para chuva abaixo da média no verão de 2026/27, o que poderia significar uma cheia menor. Essa ligação é inferência nossa, não uma previsão publicada. O teste prático são os marcos de Mohembo e de Maun, acompanhados pelo Departamento de Água e Saneamento, e os relatos dos operadores a partir de cerca de abril de 2027.
Dá para ver o delta sem mokoro?
Sim. Lanchas percorrem os canais mais largos, veículos de safári cobrem ilhas e trilhas, e safáris a pé operam em concessões privadas, embora não em parques nacionais como a Moremi. Em um ano de água alta, um helicóptero pode chegar às áreas alagadas. O mokoro é a opção mais silenciosa e alcança a água rasa que as outras não alcançam. Escolha o meio pelo tipo de água em que você quer estar.
O mokoro é seguro?
O principal risco é virar a canoa, e a razão são hipopótamos ou crocodilos. Use o colete fornecido pelo operador, fique baixo, permaneça em águas rasas com o guia e siga as instruções do condutor. Nunca se coloque entre um hipopótamo e a água. Se um elefante ou um búfalo avançar, fique parado em vez de correr. Pergunte ao operador sobre idade mínima, limites de peso e o que acontece se a água estiver alta demais no dia.
Quanto custa uma viagem na temporada de cheia?
Depende do formato. Na nossa seleção, um passeio de mokoro de um dia saindo de Maun custa 141,52 euros por pessoa para dois adultos, os acampamentos de mokoro de duas noites ficam entre cerca de 699 e 772 euros por pessoa, e uma viagem de seis noites pela Moremi com um dia de mokoro custa 2.179,39 euros por pessoa. As tarifas de luxo do Camp Moremi começam em 740 por pessoa para janeiro a março de 2027, e a moeda não é informada na página.
Preciso pagar taxa de entrada no parque?
Não residentes pagam taxas de entrada nos parques do Botsuana, e as tarifas foram revisadas no início de 2026. Nossas fontes trazem valores conflitantes, então este artigo não publica nenhum número. Consulte a tarifa atual no Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais antes de viajar e pergunte ao operador se o preço da excursão a inclui. Um dos produtos de um dia lista todas as taxas e impostos entre os itens incluídos, mas isso não resolve a questão.
O delta inunda todos os anos?
Sim, mas o tamanho muda bastante de um ano para o outro. A área alagada costuma variar entre 6.000 e 15.000 km². O Lago Ngami, mais ao sul, encheu entre 2010 e 2012 pela primeira vez desde os anos 1980. A cheia de 2026 foi chamada de uma das maiores em anos por operadores e pela imprensa, mas nenhuma medição oficial de 2026 foi publicada, então não é possível fazer uma comparação exata.
Fontes
- Ciclo de cheia do Delta do Okavango — okavango.com
- Melhor época para visitar o Delta do Okavango — okavango.com
- Departamento de Serviços Meteorológicos do Botsuana: alerta de El Niño (30 de julho de 2026) — Daily News Botswana
- SADC: a SARCOF-33 aponta condições mais secas para a estação chuvosa 2026/27 — SADC
- Cheia em Khwai (7 de março de 2026) — Daily News Botswana
- Famílias de Khwai realocadas (17 de março de 2026) — Daily News Botswana
- Revisão da taxa de entrada nos parques (24 de fevereiro de 2026) — Daily News Botswana
- Delta do Okavango, Perspectiva do Patrimônio Mundial da UICN (2025) — IUCN
- Ficha informativa Ramsar, sítio do Botsuana 879 (2021) — Ramsar Convention
- Delta do Okavango, bem do Patrimônio Mundial da UNESCO — UNESCO
- A cheia do Okavango de 2026 (13 de maio de 2026) — Africa Geographic
- Um ano de água alta no Botsuana muda o equilíbrio dos safáris (28 de abril de 2026) — Tourism Update
- Preços do Camp Moremi por período — Siyabona
- Malária no Botsuana (3 de abril de 2025) — Fit for Travel (NHS)
- Captação de água a montante ameaça destruir o Delta do Okavango (15 de abril de 2025) — Daily Maverick